É o estado onde não há "deus-nos-acuda". É uma das grandes sensações que alguém pode experimentar. Paz com você mesmo, com as pessoas ao seu redor, paz com o mundo. Um sentimento contrário a paixão, que é um sentimento bem atribulado. Paixão e medo caminham lado a lado, começando pela parte das mãos suadas. Uma pessoa apaixonada sente tanta vontade ter a pessoa desejada por perto que acaba tendo medo de perde-la. Paixão é um sentimento passageiro e perturbador. Arrasa corações jovens, mas é vista com muito cuidado pelos mais experientes. Sentir paz, não é uma sensação morna, muito menos neutra, não tem nada a ver, as coisas acontecem sim, apenas acontecem na ordem e no ritmo certo. Nada de apuração, o mundo não vai acabar, e se acabar não há nada que podemos fazer, então, sem desespero.
A paz é o sentimento onde se deve ir "devagar e sempre", "direção é mais importante do que velocidade". Paz é quando você tem o controle da situação. Paz é colocar sua cabeça no travesseiro a noite e dormir bem, com a certeza de que você não fez mal a ninguém. Você tem certeza que está em paz quando você não precisa buscar a felicidade em cada coisa que faz ou em cada lugar que vai. Paz é quando você está na hora e no lugar certo, sem se preocupar com nada porque simplesmente você acha que aquela hora e aquele lugar são certos pra você estar. É uma sensação interna de que sua busca não acabou, mas que ela não acaba quando você encontra o que procurava. É não ter saudade do passado. É não esperar pelo futuro como se ele existisse, porque na verdade o futuro começa no exato momento em que termina. Paz é uma sensação para poucos. Se eu pudesse dar a formula mágica da paz em um texto, eu daria. Mas, por enquanto só posso descrever um pouco do que estou descobri e estou descobrindo. Que não é quente nem frio e muito menos morno. É leve, é novo, é seguro. Paz é como amor, terra firme de se pisar, é sereno. A paz é um sentimento quase tão nobre quanto o amor.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Algo que tem me incomodado muito e acho que não só a mim é a falta de veracidade que encontro em palavras ditas sem pensar.
“Eu juro” que não faço mais isso. “Eu juro” que nunca mais vou beber. “Eu prometo” que nunca mais vou magoar alguém. “Eu prometo” a mim mesma que vou estudar mais esse ano. “Eu juro” que não vou mais decepcionar meus pais. “Eu juro” que nunca mais vou machucar alguém. “Eu juro”, “eu prometo”. Promessas e juramentos jogados ao vento. E depois que tudo isso foi em vão, do que vale qualquer outra palavra?
“Eu juro” que não faço mais isso. “Eu juro” que nunca mais vou beber. “Eu prometo” que nunca mais vou magoar alguém. “Eu prometo” a mim mesma que vou estudar mais esse ano. “Eu juro” que não vou mais decepcionar meus pais. “Eu juro” que nunca mais vou machucar alguém. “Eu juro”, “eu prometo”. Promessas e juramentos jogados ao vento. E depois que tudo isso foi em vão, do que vale qualquer outra palavra?
Assinar:
Postagens (Atom)
